quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Abuso sexual na infância ,quando o pedófilo e da familia.

 

Abuso sexual na infância

Hoje vou falar um pouco desse tema chato, mas que deve ser falado para que muitas meninas não passem por isso. Todos os dias nos veículos de comunicação vemos crianças mortas após sofrerem abusos sexuais. Isso é muito triste, mas a verdade é que isso parece fazer parte da cultura machista brasileira, sei que meninos também são abusados, mas em sua maioria são meninas a idade varia, desde o dia do nascimento, não tem ou não estou a par de dados específicos, sei é que faço parte dessa estatística. Hoje não vou falar do abuso que sofri, mas vou narrar a história de uma moça que me chamou para conversar, depois de ter visto que entrei em um grupo de apoio.

De início ela me abordou perguntando se eu já tinha passado por algo, disse que estava em busca de amizade de alguém para desabafar. Fiquei com medo de ser um perfil falso e logo dei uma checada, mas tinha fotos dela em várias situações que me pareceu ser um perfil real.

Logo ela já disse que estava tendo muitas lembranças do passado. “ Sonhos”, quis saber se eu já tinha contado minha situação para alguém ou se guardava segredo,eu disse que o meu alguns familiares e amigos sabiam, mas a verdade que se tratando de familiares pouco se importavam.

Ela disse que guardava como segredo, porque tinha muita vergonha e medo de ser julgada. Disse que sofreu abuso do pai e que só entendeu que era abuso aos 13 anos na escola. Falou que era muito apegada ao pai, que a mãe morreu quando tinha 8 anos e que ficou só ela e o pai. O pai levou ela para dormir na cama com ele e acariciava de várias formas, assim como tocava em suas partes intimas e dizia que era “carinhos”. Segundo ela o pai não deixava faltar nada a ela “ daí a manipulação”. Aos 15 anos o pai a penetrou. O ato da penetração foi uma única vez, mas dos “carinhos” durou 7 anos.

Ela disse que o pai em seguida arrumou uma namorada e casou, a deixando em paz. Mas a partir daí ela foi tendo consciência de todo ocorrido, foi onde começou seus problemas psicológicos. Disse que aos 12 / 13 anos as meninas da escola falando em namoro, beijos carinhos e ela já fazia tudo isso sem saber que era errado, porque fazia com o pai. Disse que na escola tinha poucas amizades e sofria bullyng por ser muito tímida, o pai alertava que o carinho era um segredinho deles.

Falou que após o afastamento do pai ela se tornou compulsiva por sexo passando a se relacionar com muitas pessoas e daí surgiu outro problema uma rejeição familiar e julgamentos.

Essa moça está a hoje na casa dos 20 anos e tentando de alguma forma conseguir ajuda. (...)

Mas enfim o que me chamou atenção é como quando o abuso vem de dentro de casa, como é o perfil do abusador, muitas vezes faz a criança acreditar que aquilo é normal que é um carinho. Ou de ter cuidado com o ato para que não haja dor física para criança ou as vezes propicia até prazer a criança. Isso quando a criança toma consciência de si e do fato ocorrido é devastador porque a faz sentir culpada como se em algum momento ela tivesse desejado e buscado aquilo.

E o pior é que tantas mulheres passaram e meninas continuam passando por situações assim, as vezes com pai, padrasto, irmãos mais velhos, primos,etc. È preciso de um basta nessa situação a pessoa abusada nunca é de fato curada!

Paralisia do sono

 

Hoje vou falar de Paralisia do sono.

Tive  episódios algumas vezes, mas vamos falar da vez que mais me apavorou, era ano de 2014, estava trabalhando 3 turnos, chegava a trabalhar 17 horas por dia. Certo dia não ia trabalhar a tarde, trabalhei manhã e à tarde decidi dormir um pouco para voltar a trabalhar a noite, creio que dormi umas 3 horas e aí acordei. Sim a minha consciência acordou, mas meu corpo não. No início fiquei muito apavorada, mas depois me acalmei e pensei: Morri! Sim eu conseguia ver meu corpo todo em cima da cama e eu estava toda torta, então achei realmente que estava morta. Cheguei a pensar: Poxa deve ser umas 16 horas as 18 horas meu marido chega e vai me acordar para o trabalho noturno, assim vai perceber que estou morta.

Fiquei por um tempo observando meu corpo morto e  tive a ideia, talvez minha circulação parou por estar toda torta, pensei se eu mexer algo consigo fazer o sangue circular e acordo.

Sim voltei a meu corpo mexendo o pé em movimento circular, por bem ou mal voltei.

Só que eu nunca tinha ouvido falar em paralisia do sono, aquilo me incomodou por dias, até que fui almoçar com uma colega de trabalho a Alessandra, contei a ela, ela me falou que tive um quadro de paralisia do sono. Foi aí que descobri sobre este fenômeno.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Afastar de família tòxica.

 

¹ Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

Gênesis 12:1

 

Essa passagem bíblica nós diz que quando a família é toxica o melhor a fazer é apartar e seguir nossas vidas, como disse meu amigo Michael, quem não tem valor na família sanguínea, acaba achando outros perdidos e se constitui uma família baseada no amor. É isso, família é questão de amor e não sangue, as vezes” sangue” te machuca te fere, não te merece. E o melhor é partir, se não podes partir para longe afaste o máximo que puder.

Por que esqueço o que sonho?

 

Algumas vezes durante o sono, sonho com coisas incríveis e muitas vezes chego a acordar e penso não posso esquecer, quero escrever registrar isso, não consigo sair da cama naquele momento e volto a dormir. No dia seguinte sei que sonhei algo interessante, mas simplesmente não lembro mais o que sonhei, por mais que eu me esforce, está tudo apagado. Mas sei que sonhei.

Escrever como terapia.

 

Por que escrevo?!

Hoje vejo muitos terapeutas usando ou indicando a escrita como forma de alivio as angustias e sofrimentos. Há muito tempo eu já fazia isso, para falar a verdade antes de saber escrever na infância eu utilizava o desenho para me expressar, era muita confusão em minha cabeça, não sabia ao certo o que acontecia comigo ou o que faziam comigo, então eu desenhava. Como eu queria que alguém tivesse visto aqueles desenhos e intendido que não era só desenhos era sobre tudo um pedido de socorro. Por volta dos 9 anos eu aprendi a ler e escrever, a partir daí a escrita se tornou minha fuga, escrita e leitura, eu amava ler principalmente aventuras e ficção que na época nem sabia o que era isso, mas viajei mundo afora com muitos personagens e em muitas épocas, creio que isso me deu forças para suportar a realidade que era cheia de dor causada por todo tipo de violência.

Com o passar do tempo acabei queimando tudo que havia escrito na infância e adolescência, assim como as poucas fotos desse período que eu tinha, talvez como forma de apagar o passado, mas hoje estou aqui novamente escrevendo e ciente de que o passado é impossível apagar. Sim podemos dar um novo rumo a história, mas ciente que o passado de uma forma ou outro estará presente.